quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Grêmio em qualquer idade

Não conheço um jogador que tenha sido descoberto na fase adulta jogando o campeonato municipal. Jogador de futebol começa cedo, pegando ônibus – um ou mais -, andando de bicicleta, a pé, de carro. Quem quer dá um jeito de chegar ao treinamento.

É uma fase difícil de enfrentar. Que as vezes pode desanimar. Surge por isso a importância de sempre, de qualquer forma, sempre apoiar aqueles que um dia poderão ser nossos ídolos no time principal.

Pensando nisso e no Grêmio, cerca de 10 torcedores do Consulado do Grêmio Floripa e de São José foram à Santo Amaro da Imperatriz, no último sábado, dia de Saint Portaluppi’s Day comemorar a conquista dos meninos do Sub-16 gremistas que já começaram bem, vencendo o nojo que é o Atlético-PR.

Mas antes de comemorar, é claro, fomos para apoiar. E foi, em seus limites, um jogo digno de time principal. Teve bobina, trapo, papel picado, bumbo, tarol, e torcida alentando durante os 90 minutos de agonia.

Lá pelos 37 do segundo tempo, gol do Grêmio. Mas, na cobrança de meio campo o Atlético-PR sofreu uma falta e o gol veio de bola parada. Uma tragédia! O jogador que fez o gol, veio para o nosso lado e beijou o símbolo da camisa. Juro que tive vontade de ser um zumbi para entrar no campo e comer o cérebro daquele infeliz, se é que ele tem.

Depois dos 90 de agonia, vieram os pênaltis. Aí foi sofrimento.  O Grêmio, que saiu batendo, vencia por sete a seis, quando veio o sétimo batedor.

Era ele. Aquele que queríamos o fígado. Aquele que queríamos ver errando. Aquela bola seria desviada pelos olhares gremistas ou iria para as mãos do goleiro. Precisava ser assim. E foi. Não sei se bateu na trave horizontal ou vertical. Só sei que bateu.

O que a gente fez depois? Comemorou, com a torcida, com os meninos e com os familiares dos meninos que vieram apoiar. Isso é Grêmio. Isso é viver Grêmio. Isso é ser Grêmio. Não importa se é infantil ou veterano. Importa que é Grêmio.  

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