Antes éramos divididos por setores do Estádio ou que não iam ao Olímpico e entre torcidas ditas organizadas. Hoje, somos literalmente uma torcida dividida.
E tudo começou no início do ano, quando o senhor Odone – pessoa em que depositei todo o meu apoio e fiz campanha para seu retorno chegando a discutir com um corneteiro na reprografia da faculdade – inventou de concordar que a volta do traíra salvaria o time. Pronto. Tínhamos a torcida que não queria e outros acreditando no futebol e poder de marketing dele.
Hoje, a Nação Tricolor se dissolveu mais ainda:
- · A culpa é desse ou daquele jogador;
- · Vou criar uma hashtag no Twitter para pedir a saída de Fulano porque ele errou um passe;
- · A culpa é do Renato que não tem noção nenhuma de treinamento de um time;
- · A culpa é do Renato que sabia jogar dentro das quatro linhas e do outro lado não sabe nada;
- · A culpa é do Renato que não aguenta mais Porto Alegre e quer arrumar desculpa para ser demitido (rescisão);
- · A culpa é da direção que não manda Fulano embora e não traz reforço.
Começo a acreditar que a culpa é da torcida. Cada um com a sua opinião e não aceitando a do outro. Tem gente que fica de plantão no Twitter esperando eu entrar e falar alguma coisa sobre o Grêmio para me contrariar.
E se eu falo alguma coisa e dou nos dedo, vem uma resposta nervosinha, porque nem leu direito. O importante é responder. Sabe aquela coisa de duas crianças brigando e nenhuma aceita levar o último tapa?
Pergunto: o que adianta ficar tentando me atingir no Twitter – e nunca conseguirão – se eu sou apenas mais uma torcedora como tal? Vá reclamar com quem pode mudar as coisas e me deixe falar minhas abobrinhas em paz.
Por falar em Twitter, a torcida do Grêmio virou um bando de mulherzinha escondida atrás de um teclado. Tem gente que achou terrível a atitude de alguns torcedores terem invadido o gramado durante o treino de sábado. Eu achei lindo.
Achei lindo porque os jogadores entram em campo e veem uma pequena parcela de torcedores apoiando durante os noventa minutos e pensam que a torcida está achando tudo lindo e maravilhoso.
Foi muito bom esse choque de realidade que eles levaram.
E digo mais: 90% dos que criticaram a ação da torcida são bunda mole que acham que escrevendo seus textinhos de revolta em seus blogs desconhecidos vai mudar alguma coisa. Não. Os jogadores do Grêmio nem sabem que eles existem. Portanto, não leem seus blogs.
E as campanhas no Twitter? Como é que o jogador vai saber que tem gente que não gosta dele, se sempre os que enviam tweets para eles são os retardados que gostam deles e as adolescentes que acham eles lindos e gostosos e querem casar com eles?
Essa é a situação. Dois jogos importantes em sete dias e a torcida dividida.
Eu vou fazer a minha parte. “Sou quem não te abandonou.” “Contigo na boa e na ruim muito mais.” E nem vou comentar o jogo piada e armado de hoje. Estou tranquila e confiante no que temos, e contando as horas para rir da cara do bando de corneteiros que surgiu em escala industrial desde quarta-feira à noite e depois vai se pagar de Imortalidade.
0 comentários:
Postar um comentário